Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
A Ilha Redonda guarda um sítio arqueológico descoberto em 2012, visto como testemunho da navegação e da escalada do povo Tupi-Guarani do litoral carioca. Os artefatos cerâmicos e líticos da ilha, muitos com características Tupiguarani e alguns com elementos do contato com os portugueses, indicam ocupação intensa e reiterada, contemporânea ao contato colonial. A Redonda é a ilha mais alta da região, e no seu cume foi registrada a árvore Gymnanthes nervosa, que era considerada extinta na cidade do Rio de Janeiro. A ilha é especialmente importante para as aves marinhas: abriga uma das maiores colônias reprodutivas de fragatas de todo o Atlântico Sul. No pico do período reprodutivo há mais de 220 ninhos, o que faz dela a segunda maior colônia reprodutiva de fragatas da costa brasileira, com cerca de 5.500 aves.
Debaixo d'água, na subida para oeste, cardumes de tesourinhas se alimentam sobre o fundo de grandes rochas. Nos platôs há ouriços-do-mar, ouriços-lilás pastando sobre bancos de algas e pequenas colônias de coral-cérebro, enquanto peixes-pedra, os mangangás, se camuflam nas rochas. Onde o costão encontra o fundo de areia e cascalho aparecem peixes restritos a águas mais profundas e frias, como garoupa-senhor-do-engenho, borboleta-de-fundo e garoupinha-língua-de-lixa. Essa reunião de espécies é uma das atrações submarinas do Monumento Natural das Ilhas Cagarras. Nas ilhas do Rio há pontos onde é possível mergulhar praticamente o ano todo.
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