Brasil
O Complexo Recifal dos Itacolomis é o maior complexo de recifes da RESEX de Corumbau, com cerca de 50 km² formados por uma dúzia de áreas recifais entremeadas por canais. Os Itacolomis são também o maior recife do Banco Royal Charlotte, e sem a barreira formada pelos seus corais a Ponta do Corumbau não existiria. Essa barreira natural fica perto da Ponta do Corumbau, de onde saem os barcos de passeio, e ajuda a manter calmo o mar de Corumbau. Os recifes ficam sobre um banco de areia que avança quase 6 milhas a leste da Ponta do Corumbau, e perto do centro do banco eles ficam expostos na maré baixa.
No complexo predominam os chapeirões, pináculos de coral em forma de cogumelo como os de Abrolhos, que também aparecem nas bordas do recife. Entre os recifes do Banco dos Abrolhos, os Itacolomis foram os únicos com comunidade bentônica diferente do resto da região, mais parecida com a dos recifes da costa brasileira e do Atol das Rocas. Essa comunidade é dominada por algas epilíticas, com baixa cobertura de outros grupos, como corais escleractíneos.
Na onda de calor recorde de 2019, o Complexo Recifal dos Itacolomis foi um dos locais onde pesquisadores documentaram a primeira mortalidade em massa de corais registrada em recifes do Atlântico Sul. Naquele ano, a mortalidade do coral-de-fogo Millepora alcicornis chegou a cerca de 84% em Virada de Fora e 89% em Pedra do Silva.
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