Brasil
O Orion foi construído pelo estaleiro Blohm & Voss, em Hamburgo, para a Hamburg-Südamerikanische, com casco de aço e deslocamento de 1.886 toneladas. Era um navio de passageiros com primeira e segunda classe, que fazia a linha regular entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas. Na última viagem, saiu de Florianópolis com destino a Itajaí. A data do naufrágio diverge entre os registros, que apontam 21 de agosto de 1912 ou um dia 15. A carga também diverge: há registro de cerâmica e também de que o navio estava vazio.
No meio do casco ainda estão duas grandes caldeiras e, perto delas, a boreste, um grande cilindro de metal que teria servido a uma tentativa de reflutuar o navio. A proa está totalmente destruída; o leme e dois cubos de hélice, já sem as pás, continuam no fundo, e uma âncora está caída a uns 10 m do costado de bombordo. Hoje, peixes usam os restos do Orion como toca para escapar de predadores.
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