Santa Cruz Cabrália, Bahia, Brasil
O Castor encalhou às 3h da madrugada num banco de areia em frente à Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, quando navegava com vento forte de sudoeste e mar agitado, com o radar inoperante e o ecobatímetro desligado. O radiogoniômetro também tinha problemas, e a imperícia do comandante contribuiu para o encalhe. As tentativas de desencalhe falharam, e o navio ficou anos em posição de navegação, com os mastros fora d'água. Dois anos após o naufrágio, os mastros de proa e a chaminé ainda apareciam acima da superfície. A carga foi recuperada, mas cerca de 600 toneladas de tubos de aço ficaram no navio. Uma lenda local liga o cargueiro ao contraventor carioca Castor de Andrade, mas não se encontrou relação entre os dois.
Parte dessa carga de tubos de aço da Petrobras continua no que restou do segundo porão. No casco da proa, a boreste, ainda se leem as letras STOR do nome do navio. A hélice continua de pé, assim como a área do guincho de proa, e partes tombadas formam passagens entre as ferragens. Com o passar dos anos, a vida marinha tomou conta do naufrágio, que hoje está muito colonizado e tem diversos tipos de corais. A fauna é muito variada: moreias e peixes-frade frequentam os destroços, ao lado de muitos peixes de até porte médio e, mais raramente, pequenos tubarões e barracudas.
O mergulho no Castor costuma ser mais favorável durante o verão. Na região, a melhor época para mergulhar costuma ser de novembro a março.
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