Brasil
Em 2004, um mergulhador de caverna achou um esqueleto humano aparentemente completo na zona escura da Gruta Azul, num conduto a oeste do lago. No esqueleto humano mais completo da caverna, os ossos dos membros estão trocados de lugar, o que levou à hipótese de um enterro secundário ritual. As datações indicam presença humana em dois períodos: o primeiro há mais de 10 mil anos, numa área da caverna que estaria submersa há pelo menos 5 mil anos, e o segundo a partir de cerca de 2 mil anos atrás.
Desde 2020, um grupo de mergulhadores de caverna explora e mapeia as galerias submersas, e até a publicação eram 1.080 m mapeados. Na expedição de 2022, a equipe recuperou e documentou cerca de 400 ossos, levados a São Paulo para estudo. Em 2025, recuperou um esqueleto quase inteiro de uma espécie de anta extinta há mais de 8 mil anos e achou, numa parte desmoronada da caverna, ossos humanos misturados a ossos de preguiça-gigante e tigre-dente-de-sabre. Também foi encontrado na zona escura um jarro de cerâmica inteiro.
O sítio arqueológico foi registrado como Gruta dos Fósseis porque há muitos outros sítios chamados Gruta Azul no Brasil. Há espeleotemas também nas galerias inundadas, sinal de que o nível da água já foi bem mais baixo. Entre a estação chuvosa e a seca de 2021, o nível do lago variou 1,8 m.
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