Brasil
O nome Risca do Zumbi vem da longa linha de recifes e da Praia do Zumbi, que fica em frente. A Risca é um platô longo e estreito, com cavernas e canais cavados pelas correntes que a atravessam de um lado a outro. Essa superfície recifal afastada da costa é possivelmente uma antiga linha de costa, e seus cabeços isolados são formados por esponjas, algas calcárias e corais. Na Risca há muita vida marinha de recife e diversas esponjas tubulares em tons de verde e amarelo neon.
Antigamente, os comandantes costumavam passar entre a Risca e o continente para ver a costa, enquanto outros preferiam passar por fora, porque a Risca era pouco mapeada. Dois grandes cargueiros, o Comandante Pessoa e o São Luiz, naufragaram depois de bater na Risca do Zumbi quando navegavam perto da costa. O São Luiz, lançado em 1882 com o nome de S.S. Nubia, naufragou em 11 de janeiro de 1911. Entre os dois naufrágios fica o Cabeço Amarelo, possível causador dos danos aos navios.
Em 2012, foi proposta a ampliação da APA dos Recifes de Corais em 7% para incluir a Risca do Zumbi, por sua relevância ecológica e histórica, mas na época a mudança ainda dependia de discussão e aprovação dos órgãos competentes. Na região, a melhor época para mergulhar costuma ir de outubro a junho, com auge em fevereiro, março e abril.
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